sábado, 3 de janeiro de 2009

O Papel da Supervisão Escolar


PAPEL DA SUPERVISÃO ESCOLAR
Projeto no Pós Graduação em Supervisão Escolar.
Projeto para o Mestrado em Supervisão Escolar.
Professor:Rogério Antônio Rosa


“Já sonhamos juntos semeando as canções no vento, quero ver crescer nossa voz no que falta sonhar. Já choramos muito, muitos se perderam no caminho, mesmo assim não custa inventar uma nova canção que venha nos trazer SOL DE PRIMAVERA” (Guedes, 1980)



Supervisão

O supervisor “ou coordenador pedagógico”, tem a importante função de articular, juntamente com o Diretor, a construção, o desenvolvimento e a avaliação da proposta pedagógica ou do projeto pedagógico da escola. Sendo um profissional da educação voltado para as necessidades educacionais e sociais dos alunos, cabe-lhe analisar com o grupo de professores formas de organização do trabalho pedagógico que garantam a aprendizagem de todos, indiscriminadamente.
É desejável avaliar os alunos em todos os momentos do trabalho pedagógico, utilizando-se de procedimentos variados, para que se identifique o que já foi aprendido e o que falta ser aprendido, de modo que se replaneje o trabalho e todos possam aprender o que for considerado fundamental.
Recomenda-se que a avaliação esteja presente em todos os momentos do trabalho realizado por alunos e professores mas seja desenvolvida por meio de procedimentos variados, que levem em conta diferentes linguagens, como a escrita, oral, gráfica, estética, etc..., dando-se oportunidade ao aluno de analisar, sintetizar, justificar, argumentar de forma favorável e contrariamente e não apenas reconhecer idéias formuladas por outrem, seja planejada no contexto do trabalho pedagógico da escola e da sala de aula, com a participação dos alunos nos momentos considerados apropriados para isso.
O supervisor tem o dever, com as novas exigências da LDB, de propor a implantação imediata das PPs ou Progressões Parciais em sua escola “uma ou duas disciplinas” e de forma progressiva conversar e manter reuniões com outros supervisores para implantação das PPs, não apenas por exigência da LDB e sim para sanar estas dificuldades, reduzir em percentuais o elevado número de reprovações nas escolas. Porém, como os Municípios são subalternados às Coordenadorias Regionais de Educação devem estar presentes nesta ação coletiva da implantação das PPs.
Assim sendo, deve ocorrer um apoio muito grande para com as escolas através do setor pedagógico das Coordenadorias, já que em 99% dos supervisores não possuem habilitação para o cargo. Fica a cargo então das Coordenadorias de Educação ciclos de palestras, orientações, etc..., pra os supervisores(as) e estes com seus educadores que não estão providos das orientações como Parecer 740/99 (CEED Nº 521/27.00/99.6) 580/2000 (CEEDNº 389/27.00/00.3) e tantos outros pareceres, Indicações, Resoluções, etc...
Cabe às Coordenadorias uma equipe para atender as escolas de forma individual para sanar dúvidas, dificuldades, grades curriculares etc... Desta forma, as escolas vão sentir que tem apoio das Coordenadorias em suas decisões pedagógicas.
Então, a supervisão escolar é um processo abrangente e agregado no trabalho escolar. Sobre essa pode dizer que é uma tarefa técnico-científica. Como técnica ela é a maneira definida de exercer determinada função integrante de um sistema no caso o educacional. Sua função é muito importante na consecução de melhor qualidade na prestação de serviços educacionais, desde as instâncias mais amplas e abrangentes até a atividade básica. Como trabalho científico, a supervisão tem que:
- Pesquisar os fatos para que possa abranger todas as dimensões da realidade que atua;
- estabelecer hipóteses de atuação;
- determinar prioridades com as respectivas atividades necessárias à sua execução ;
- avaliar o resultado das mudanças que indicam a existência de “uma nova realidade” e impõe, consequentemente, um novo ciclo de atuação. Como trabalho técnico científico, a supervisão, desenvolve-se através de três etapas:
1º Planejamento
2º Acompanhamento
3º Controle


A supervisão em sua atuação, precisa prever todo o seu trabalho para um período letivo, anual e semestral, bem como precisa prever a execução de suas tarefas particulares, mas estas desenrolam segundo o planejamento, acompanhamento e controle. O planejamento refere-se ao que e como fazer, o acompanhamento à execução e o controle à avaliação.
“Uma grande escola exigirá docentes competentes, abertos para o mundo e para o saber, sempre de novo redefinidos. Docentes, estudantes e família conscientemente comprometidos. Uma grande escola exigirá espaços físicos, culturais, sociais e artísticos, equipados que abriguem toda a sabedoria acumulada da humanidade e toda a esperança de futuro que não seja continuidade do presente, porque este está no ritmo de barbárie mas seja sua ultrapassagem. Uma grande escola exigirá tempo. Tempo de encontro, de encanto, de canto, de poesia, de arte, de cultura, de lazer, de discussão, de gratuidade, de ética e de estética, de bem-estar e de bem-querer e de beleza.
“Porque escola grande se faz com grandes cabeças, mas também com grandes corações, com muitos braços, que se estendem em abraços que animam caminhadas para grandes horizontes” Redin (1999:07)
A supervisão tem um papel político, pedagógico e de liderança no espaço escolar, penso que é necessário sempre ressaltarmos, sem desconsiderar o restante da equipe, mas o supervisor escolar deve ser inovador, ousado, criativo e sobretudo um profissional de educação, para educação, na educação comprometido com o seu grupo de trabalho.
O espaço físico da supervisão é um fator importante, a porta deve estar aberta, a mesa deve ser redonda, os livros colocados à disposição de todos e o supervisor refletindo sempre suas ações, revendo seus referenciais e avançando no trabalho individual para que a construção coletiva, do burocrático para o participativo e do julgamento para a valorização.
É sabido que diversos são os determinantes que favorecem a deterioração da qualidade da educação ofertada nas escolas públicas e que muitos deles, estão diretamente ligados às relações sociais e econômicas as quais está submetida a grande parte da população. Essa é uma constatação que não pode levar ao Imobilismo dos que fazem a educação, pelo contrário, o sistema educacional de buscar, sem perder de vista a globalidade e as circunstâncias, desenvolver ações peculiares que orientem novas práticas educativas.
O Projeto Político Pedagógico (PPP) perpassa a história da educação brasileira. Falar do mesmo não é uma novidade para os profissionais de Educação, principalmente para os pedagogos. Segundo Veiga (1998), o Projeto Político Pedagógico tem sido o objeto de estudos para professores, pesquisadores e instituições educacionais em nível estadual e municipal, em busca da melhoria da qualidade do ensino.
O Projeto Político Pedagógico, ao se constituir em processo democrático, preocupa-se em instaurar uma forma de organização do trabalho pedagógico que supere os conflitos, buscando eliminar as relações competitivas, corporativas e autoritárias, rompendo com a rotina do mundo impessoal e racionalizado da burocracia que permeia as relações no interior da escola, diminuindo os efeitos fragmentários da divisão do trabalho que reforça as diferenças e hierarquiza os poderes de decisões.
Dentro das novas concepções orientadas pelo processo de globalização, a política educacional a partir dos anos de 1990 imprimiu diversas alterações na legislação do Sistema de Ensino, entre elas a LDB 9394/96, as Diretrizes Curriculares para a Educação Infantil, o Ensino Fundamental, Educação de Jovens e Adultos, Ensino Médio, Superior as Resoluções para os cursos seqüenciais e para os Institutos Superiores de Educação, etc... Além de instituir os Parâmetros Curriculares (PCN’S do Ensino Fundamental e Médio) Referencial Curricular Nacional para Educação Infantil (RCNEI), proposta Curricular para EJA e mecanismos de avaliação da Educação Básica (SAEB), Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) e o Exame Nacional de Cursos de Graduação (Provão).





Perfil do(a) Supervisor(a):

1) O Supervisor(a) é um propositor e executor partícipe de políticas educacionais é, ao mesmo tempo, elemento de articulação e de mediação entre essas políticas e as propostas pedagógicas desenvolvidas em cada uma das escolas das redes públicas e privada, exercendo, no sistema de Ensino, as funções de:
a) assessorar, acompanhar, orientar, avaliar e controlar os processos educacionais implementados nos diferentes níveis desse sistema;
b) retro-informar aos órgãos centrais as condições de funcionamento e demandas das escolas, bem como os efeitos da implantação das políticas. (Fonte: Comunicado SEE de 30/07/2002)


2) Onde e como atua o Supervisor de Ensino? Como membro de Equipe de Supervisão que compõe a estrutura básica da instância regional (Diretoria de Ensino), é partícipe da definição de políticas públicas educacionais referentes à educação básica e profissional, atuando junto aos órgãos formuladores dessas políticas, em nível central, regional e local para assegurar diretrizes e procedimentos que garantam o cumprimento dos princípios e objetivos da educação escolar estabelecidos constitucional e politicamente, favorecer, como mediadores, a construção da identidade escolar por meio de propostas pedagógicas genuínas e de qualidade.

Como membro da Equipe de supervisão de instância regional:
1) Atua como parte de um grupo, articulando-se com o oficina pedagógica e os demais setores da Diretoria;
2) Realiza estudos e pesquisas, trocando experiências profissionais, aprendendo e ensinando em atitude participativa e de trabalho coletivo partilhado;
3) Participa da Construção do Plano de Diretoria de Ensino visando a:
3.1 Promover o fortalecimento da autonomia escolar;
3.2 Realizar processos de avaliação Institucional que permitam verificar a qualidade do ensino oferecido pelas escolas;
3.3 Formular propostas, a partir de indicadores, inclusive os resultantes de avaliações institucionais para:
- melhoria do processo ensino-aprendizagem; desenvolvimento de programas de educação continuada para o conjunto das escolas;
- aprimoramento da gestão pedagógica e administrativa, com especial atenção para a valorização dos agentes organizacionais e para a adequada utilização dos recursos financeiros e materiais disponíveis em cada escola, de modo a atender às necessidades pedagógicas e aos princípios éticos que norteiam o gerenciamento das verbas públicas; fortalecer canais de participação da comunidade.
4) Participa de Comissões Sindicantes, visando apurar possíveis ilícitos administrativos. Como agente de supervisão junto às unidades escolares atua, numa relação de parceria e companheirismo, como articulador e elemento de apoio à formulação das propostas pedagógicas das escolas, orientando, acompanhando e avaliando a sua execução, prevenindo falhas, redirecionando rumos, quando necessário, e orientando as equipes escolares na organização dos colegiados e envolvimento da comunidade, com ênfase na avaliação educacional e na adoção de programas de formação continuada. Fonte: Comunicado SEE de 30/07/2002

Quais são suas responsabilidades e seus compromissos?
Como agente de supervisão, é co-responsável pela qualidade do ensino oferecido pelas escolas resultante da implementação das políticas educacionais centrais, regionais e locais, devendo identificar os pontos possíveis de aperfeiçoamento ou de revisão encontrados nos processos de formulação e ou execução das diretrizes e procedimentos decorrentes dessas políticas, avaliar os impactos dos programas e das medidas implementadas, propor alternativas de melhoria, superação ou correção dos desajustes detectados às respectivas instâncias; buscar, em conjunto com as equipes escolares, soluções e formas adequadas ao aprimoramento do trabalho pedagógico e à consolidação da identidade da escola. Fonte: Comunicado SEE de 30/07/2002.

“Se, na verdade, o sonho que nos anima é democrático e solidário, não é falando aos outros, de cima para baixo, sobretudo, como se fôssemos os portadores da verdade a ser transmitida aos demais, que aprendemos a escutar, mas é executando que aprendemos a falar com eles.” (Freire, 1998:127).

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